
Bebês em situação de perigo após falha elétrica em hospital público do DF
Uma interrupção no fornecimento de energia, com duração aproximada de duas horas, impactou o Hospital Regional de Sobradinho, no Distrito Federal, durante a madrugada desta segunda-feira (15). O gerador não entrou em operação, e aparelhos como ventiladores mecânicos pararam de funcionar (assista ao vídeo acima).
A UTI neonatal foi uma das áreas atingidas, colocando em risco 10 bebês que estavam internados. Técnicos e enfermeiros da unidade tiveram que realizar a ventilação manualmente, utilizando balões de oxigênio.
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Em comunicado, a Secretaria de Saúde do DF afirmou que não houve danos aos pacientes e que nenhum deles precisou ser removido (confira a íntegra ao final da reportagem).
"O incidente foi provocado pela queima de um fusível na rede externa de distribuição, resultando na perda de uma das três fases de alimentação elétrica do hospital, enquanto as outras duas permaneceram ativas", informou a secretaria.
De acordo com funcionários, a energia foi cortada às 0h56. Imagens registradas dentro da UTI neonatal mostram profissionais utilizando iluminação improvisada, como lanternas de celular (veja foto abaixo).
O gerador demorou cerca de duas horas para ser ativado, mas, conforme relatos de servidores, não foi capaz de atender toda a demanda do hospital. A situação foi normalizada apenas às 3h20, quando o fornecimento elétrico foi totalmente restabelecido.
Bebês ficam em risco após queda de energia em hospital público do DF — Foto: TV Globo
O que diz a Secretaria de Saúde
"A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) esclarece que a ocorrência registrada na madrugada desta segunda-feira (15/06) decorreu de uma interrupção parcial no fornecimento de energia elétrica por parte da concessionária local. Apesar da intercorrência, não houve prejuízo aos pacientes e nenhum precisou ser transferido.
O problema foi causado pela queima de um fusível na rede externa de distribuição, o que provocou a perda de uma das três fases de alimentação elétrica da unidade hospitalar, mantendo as outras duas energizadas. Imediatamente após a identificação da falha, a concessionária foi acionada para realizar os reparos necessários e restabelecer o fornecimento integral.
Em relação ao sistema de emergência do hospital, a direção explica que, por se tratar de uma perda monofásica (apenas uma fase foi interrompida), a lógica de supervisão automatizada do grupo gerador não reconheceu o apagão total. Devido a essa característica técnica, o equipamento não foi acionado automaticamente. A equipe de manutenção do hospital agiu rapidamente e realizou a partida manual do gerador, seguindo rigorosamente os protocolos de contingência previstos.
Durante todo o período da ocorrência, as equipes de manutenção, engenharia clínica e assistência hospitalar permaneceram mobilizadas. Foram adotadas todas as medidas operacionais para assegurar a continuidade dos serviços essenciais e garantir a total segurança dos pacientes internados até o pleno restabelecimento da rede.
Por fim, a pasta informa que, concluída a análise técnica do evento, já foram implementados ajustes corretivos nos sistemas envolvidos. Os parâmetros de monitoramento e acionamento do grupo gerador foram reconfigurados para eliminar essa vulnerabilidade e garantir a resposta automática do sistema em situações semelhantes, reforçando a confiabilidade da infraestrutura elétrica da unidade."
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