Procon-PB notifica empresas de estacionamento após cobrança de R$ 70 por vaga no São João de Campina Grande

Procon-PB notifica empresas de estacionamento após cobrança de R$ 70 por vaga no São João de Campina Grande — Real Estate | Versia.media

Parque do Povo lotado durante o São João de Campina Grande — Foto: Maria Eduarda Batista

O Procon-PB (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor da Paraíba) deu início, nesta segunda-feira (15), a uma operação de fiscalização em estacionamentos nas proximidades do Parque do Povo, em Campina Grande, após constatar cobranças de até R$ 70 por vaga durante o período junino.

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De acordo com o órgão, ao menos dois estabelecimentos, cujos nomes não foram revelados, foram notificados e deverão apresentar uma justificativa para os valores cobrados dos motoristas.

O superintendente do Procon-PB, Félix Neto, informou que a ação foi iniciada após o recebimento de queixas de consumidores e turistas na última sexta-feira (12).

"Já notificamos dois estabelecimentos que estavam praticando o preço de R$ 70. Setenta reais equivalem a 5% do salário mínimo. Isso significa que, se o trabalhador for ao Parque do Povo duas vezes, 10% do salário fica lá, apenas no estacionamento, só para estacionar o carro", declarou.

Segundo ele, os estabelecimentos precisam esclarecer como o valor é determinado, já que não é possível justificar o preço apenas pelo período de São João.

"Não é plausível que o preço seja esse por causa do São João. Se essa for a justificativa, é mais do que abusivo. Não vamos abrir mão dos direitos do consumidor", afirmou.

O superintendente também disse que a fiscalização será estendida aos municípios de Patos e Bananeiras.

Empresa é notificada após venda de baldes de gelo a R$ 50

A atuação do Procon-PB no São João de Campina Grande já havia ocorrido em outra situação neste ano, quando o órgão notificou a empresa responsável pela organização do evento após identificar a venda de baldes de gelo por R$ 50.

Na ocasião, a empresa recebeu um prazo para apresentar notas fiscais de compra do produto e documentos que comprovassem o valor cobrado.

Procurada pelo g1, a empresa informou que o assunto estava sendo discutido internamente antes da divulgação de um posicionamento oficial.

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