Nome Neymar ganhou força na Libertadores de 2011 em SP e segue com registros até a Copa do Mundo de 2026, apontam cartórios

Nome Neymar ganhou força na Libertadores de 2011 em SP e segue com registros até a Copa do Mundo de 2026, apontam cartórios

Neymar durante o treino da seleção brasileira em Morristown, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos — Foto: Caean Couto/Reuters/Reuters

No dia 22 de junho de 2011, o Santos venceu o Peñarol, do Uruguai, por 2 a 1, no Pacaembu, e conquistou a Libertadores. Neymar foi o grande nome da campanha, artilheiro do torneio e protagonista da primeira grande conquista internacional da carreira.

O impacto daquele período, somado à projeção do atacante na seleção brasileira e no futebol mundial, ajudou a transformar o nome Neymar em um fenômeno que ultrapassou os gramados, e que, segundo dados de cartórios em São Paulo , ainda aparece em registros recentes, incluindo 2025 e 2026.

Um levantamento com registros civis no estado de São Paulo feito pela TV Globo mostra que o nome Neymar aparece em diferentes cidades e décadas, com forte concentração a partir dos anos 2010, especialmente no período de ascensão do jogador no Santos e na seleção brasileira.

O levantamento apontou também poucos registros desde 1929, sendo em muitos apenas um por ano. Em 2009, a primeira explosão de nomes: 20 só em São Paulo . E outras cidades, como Manaus, Rio de Janeiro e Porto Velho, um. Desde 2009 até 2026 são 1.881 espalhados pelo Brasil.

A cidade de São Paulo concentra a maioria dos registros, e os maiores volumes na capital aparecem no ano de 2011, o ano em que o Santos levou o troféu da Libertadores, com 99 registros como primeiro nome e 52 quando Neymar surge após o primeiro nome.

Em seguida, o nome se mantém presente ao longo da década, com quedas graduais, mas ainda recorrentes.

Para Devanir Garcia, presidente da Arpen-Brasil, os registros civis mostram que nomes de jogadores de futebol costumam ganhar força em períodos de grande destaque esportivo.

"Foi o que aconteceu com Neymar, especialmente após os anos de maior projeção da sua carreira, quando passou a ser escolhido pelas famílias brasileiras. Agora, com o retorno do atleta aos gramados e a expectativa em torno daquela que pode ser sua última Copa do Mundo, é possível que o interesse pelo nome volte a crescer, repetindo um movimento que os cartórios já observaram em outros momentos marcantes do futebol nacional.”

E complementa: “Assim como as novelas, a música e outras manifestações populares, o futebol faz parte da vida cotidiana dos brasileiros e acaba influenciando também escolhas familiares importantes, como o nome dos filhos. Os cartórios registram esses movimentos ao longo do tempo, mostrando como grandes ídolos do esporte deixam marcas que ultrapassam os gramados e passam a fazer parte da própria identidade de uma geração.

Veja os registros de Neymar como primeiro nome na cidade de São Paulo:

1952: 1

1958: 1

1969: 1

1970: 1

1971: 3

1972: 3

1973: 2

1974: 2

1976: 1

1977: 1

1979: 1

1982: 1

1983: 1

1985: 1

2009: 20

2010: 56

2011: 99

2012: 58

2013: 22

2014: 18

2015: 12

2016: 5

2017: 13

2018: 9

2019: 7

2020: 1

2021: 4

2022: 4

2023: 1

2024: 3

2025: 6

2026: 1

Total geral: 359 registros

Veja os registros de Neymar após o primeiro nome na cidade de São Paulo:

1975: 1

1979: 2

2009: 9

2010: 19

2011: 52

2012: 29

2013: 13

2014: 13

2015: 7

2016: 3

2017: 1

2018: 7

2019: 2

2020: 1

2021: 4

2022: 1

2024: 1

2025: 2

Total geral: 167 registros

Outras cidades do estado

Neymar, do Santos, durante partida contra o Peñarol, válida pela final da Copa Libertadores da América, realizada no estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), na Zona Oeste de São Paulo. Foto de junho de 2011 — Foto: Robson Fernandjes/Estadão Conteúdo/Arquivo

Os registros mostram que o nome Neymar aparece em diferentes cidades do estado de São Paulo ao longo de mais de cinco décadas, com ocorrências distribuídas entre a capital, a Grande São Paulo, o litoral e o interior.

Na região metropolitana e cidades mais populosas, os registros se concentram em municípios como Guarulhos, Carapicuíba, Itaquaquecetuba, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo e São Vicente, com maior presença a partir dos anos 2000 e pico na década de 2010.

Guarulhos, por exemplo, reúne registros entre 2009 e 2016, enquanto Itaquaquecetuba apresenta ocorrências de 2010 até 2026.

No ABC Paulista, aparecem registros em Santo André e São Bernardo do Campo, além de São Caetano do Sul e Taboão da Serra, com ocorrências distribuídas entre os anos de 1975 e 2022. Já na região do Alto Tietê e entorno, também surgem registros em cidades como Mogi das Cruzes, Suzano, Poá e Jandira, com datas que vão de décadas anteriores até os anos mais recentes.

No litoral paulista, o nome aparece em municípios como Santos, Guarujá, Praia Grande e Peruíbe, com registros que vão desde 1929 em Santos até 2026 em Praia Grande. Essas cidades concentram ocorrências distribuídas ao longo de diferentes períodos, incluindo os anos 2000 e 2010.

No interior do estado, o levantamento mostra registros em cidades de diferentes regiões, como Ribeirão Preto, Campinas, Piracicaba, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Taubaté, Limeira, Americana e Franca, além de municípios menores como Bocaina, Cajamar, Cajati, Caçapava, Bebedouro, Capivari, Ibitinga e Votuporanga.

Veja os registros do primeiro nome sendo Neymar por ano:

Guarulhos: 2009 (1), 2010 (2), 2011 (8), 2012 (5), 2013 (3), 2016 (2)

Carapicuíba : 1978 (1), 2010 (1), 2011 (3), 2015 (1)

Guarujá: 1975 (2), 2010 (1), 2012 (3), 2014 (1)

Itaquaquecetuba: 2010 (1), 2014 (1), 2017 (1), 2020 (1), 2026 (1)

Santo André : 1975 (1), 1980 (1), 2021 (1)

São Bernardo do Campo: 2010 (1), 2015 (1), 2022 (1)

São José dos Campos : 1970 (1), 1975 (1), 2012 (2)

Osasco: 2011 (1), 2015 (1), 2018 (1)

Ribeirão Preto: 1976 (1), 1985 (1), 2011 (1), 2013 (1), 2020 (1)

Santos: 1929 (1), 1965 (1), 1974 (1), 1976 (1), 2012 (1), 2014 (1)

São Vicente: 1981 (1), 2011 (1), 2012 (1), 2014 (1)

Mogi das Cruzes: 1987 (1), 1992 (1), 2011 (1), 2021 (1)

Mogi Guaçu: 2012 (1), 2014 (1)

Americana: 2011 (1), 2013 (1), 2014 (1), 2024 (1)

Itapevi: 2012 (1), 2014 (1)

Limeira: 2011 (1), 2015 (1)

Piracicaba: 1975 (1), 2012 (1)

São José do Rio Preto: 2016 (1)

Suzano: 2013 (1), 2022 (1)

Campo Limpo Paulista: 2010 (1), 2013 (1)

Ribeirão Pires: 1975 (1)

Embu-Guaçu: 2017 (1)

Praia Grande: 2009 (1), 2026 (1)

Peruíbe: 1978 (1), 2015 (1)

Jandira: 2010 (1), 2012 (1)

Cajamar: 2012 (1)

Cajati: 2012 (1)

Caçapava: 2012 (1)

Campinas: 2011 (1)

Bauru: 2011 (1)

Birigui: 2011 (1)

Batatais: 2011 (1)

Bebedouro : 2012 (1)

Capivari: 2018 (1)

Franca: 2023 (1)

Guaratinguetá: 2013 (1)

Itapetininga: 2011 (1)

Itápolis: 2014 (1)

Jacoticabal: 2012 (1)

Louveira: 2014 (1)

Poá: 2014 (1)

Pontal: 2012 (1), 2013 (1)

Registro: 2012 (1)

Ribeirão Branco: 2012 (1)

Santa Adélia: 2012 (1)

Santa Bárbara d’Oeste: 2015 (1)

Santa Cruz do Rio Pardo: 2012 (1)

São Caetano do Sul: 1989 (1), 2012 (1)

São Pedro: 2012 (1)

Taboão da Serra: 2013 (1)

Taubaté: 2012 (1)

Tremembé: 2010 (1)

Vinhedo: 2017 (1)

Votuporanga: 2012 (1)

Vargem: 2013 (1)

Votorantim: 2012 (1), 2014 (1)

Bocaina: 2024 (1)

Ibitinga: 2022 (1), 2023 (1)

Libertadores conquistada pelo Santos em 2011 — Foto: Ricardo Saibun/Santos FC

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