
Descobrir uma infestação de cupins em um apartamento ou condomínio costuma gerar uma dúvida imediata: afinal, quem deve arcar com os custos da descupinização ? O morador ou o condomínio?
A resposta depende de uma série de fatores, como o local onde o problema foi identificado, a origem da infestação e as áreas afetadas. Em muitos casos, a situação exige uma análise técnica para determinar a responsabilidade de cada parte.
Empresa faz a descupinização — Foto: Divulgação
Segundo Assis, especialista da Cupins SP, o mais importante é agir rapidamente antes que os danos aumentem.
"Quando falamos de cupins, o tempo faz diferença. Muitas vezes a discussão sobre responsabilidade acontece enquanto a infestação continua avançando. O ideal é identificar a origem do problema o quanto antes", explica.
Quando a responsabilidade é do morador?
De forma geral, quando a infestação está restrita a uma unidade específica e afeta apenas móveis, armários, portas ou objetos particulares, a responsabilidade costuma ser do proprietário ou morador do imóvel.
Isso inclui situações como:
Cupins em móveis planejados;
Ataque a guarda-roupas e estantes;
Infestação em objetos de madeira;
Problemas localizados dentro da unidade sem ligação com áreas comuns.
Nesses casos, o tratamento normalmente é realizado diretamente pelo proprietário.
Quando o condomínio pode ser responsável?
A situação muda quando os cupins atingem áreas comuns ou estruturas coletivas do edifício. Exemplos incluem:
Telhados;
Forros coletivos;
Estruturas de madeira compartilhadas;
Salões de festas;
Portarias;
Áreas técnicas;
Jardins e paisagismo.
Se a infestação tem origem em uma área comum e acaba atingindo apartamentos, o condomínio pode ser responsabilizado pelo tratamento.
Como identificar a origem da infestação?
Nem sempre isso é simples. Os cupins conseguem percorrer grandes distâncias sem serem percebidos e podem utilizar paredes, conduítes, vigas e estruturas ocultas para se deslocar.
Assis da Cupins SP — Foto: Divulgação
Por isso, uma vistoria técnica costuma ser fundamental. "Já encontramos casos em que o morador acreditava que o problema estava apenas em um armário, mas a colônia vinha de uma estrutura comum do prédio. Sem uma inspeção adequada, é muito difícil identificar a origem exata", afirma Assis.
O que diz a legislação?
O Código Civil estabelece que o condomínio é responsável pela conservação e manutenção das áreas comuns da edificação. Já os proprietários devem cuidar da manutenção interna de suas unidades.
Na prática, quando existe dúvida sobre a origem da infestação, síndicos e administradoras costumam solicitar laudos técnicos para embasar a decisão.
Cupins em apartamentos são mais comuns do que parece
Muitas pessoas associam cupins apenas a casas, mas apartamentos também estão sujeitos ao problema. Os insetos podem chegar através de:
Móveis contaminados;
Portas e batentes;
Estruturas de madeira;
Caixas de papelão;
Reformas;
Áreas comuns do condomínio.
Em edifícios mais antigos, a atenção deve ser redobrada.
Curiosidade: uma colônia
Dependendo da espécie, especialmente os cupins subterrâneos, uma única colônia pode se espalhar por diversas unidades de um condomínio sem que os moradores percebam.
Cupins em móveis planejados — Foto: Divulgação
Por isso, quando um apartamento apresenta sinais de infestação, é recomendável que síndicos e administradoras avaliem a situação de forma ampla, evitando que o problema se espalhe para outras áreas do edifício. Afinal, no caso dos cupins, o prejuízo costuma crescer silenciosamente antes de aparecer.
Para saber mais
A Cupins SP conta com as melhores soluções para eliminar os cupins. “Sabemos que os danos que os cupins deixam podem ser irreversíveis como, por exemplo: apodrecimento da madeira, formação de ninhos em conduítes de apartamento, perda total de documentos e até mesmo curto circuito”, diz o site oficial da empresa.
Descupinização, Dedetização de Cupins e Ajuda para Eliminar Cupins?
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